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História da Família

 

Infelizmente a trajetória exata dos primeiros imigrantes não foi totalmente esclarecida. Muitas informações se perderam no tempo porque toda a primeira geração nascida no país já faleceu, o que torna muito difícil ou quase impossível resgatar os detalhes desta história.

 

Esta história é baseada, portanto, em entrevistas, relatos, pesquisa de documentos antigos e está em constante processo de atualização. Sugestões e novas informações, como sempre, serão bem-vindas...

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Nossa história começa no comune (=cidade) de San Pietro in Gu, Província de Padova, região de Vêneto, Itália. Isso mesmo, nossos ancestrais mais antigos não vieram da Província de Vicenza, como imaginávamos, mas sim da província vizinha Padova (ou Pádua). As cidades daquela região (San Pietro in Gu, Pozzoleone, Quinto Vicentino, Torri di Quartesolo) ficam muito próximas umas da outras, cerca de 7 a 15 km de distância, e as migrações entre elas eram muito comuns.

 

Em San Pietro in Gu provavelmente se casaram nossos ancestrais mais antigos Giovanni Battista Ferramosca e Rosa Cappellari. Seus nomes só foram revelados depois que descobrimos o registro de casamento e óbito de um dos seus filhos. Até o momento sabemos que eles tiveram 3 filhos: Giovanni Battista Ferramosca (nosso ancestral direto), Antonio Ferramosca e Angela Ferramosca, todos nascidos em San Pietro in Gu.

 

Antonio e Angela nasceram, casaram e morreram nesta região de Padova e Vicenza. Giovanni Battista Ferramosca casou-se em San Pietro in Gu em 1857 com Catterina Menin, e somente depois migraram para a Província de Vicenza.

 

Giovanni Battista Ferramosca (filho de Giovanni Battista) faleceu em 1870, Pozzoleone (Vicenza), com apenas 41 anos, deixando pelo menos três filhos, sendo dois os grandes protagonistas da nossa história no Brasil, batizados na igreja como Alessandro Angelo Ferramosca e Massimiliano Luigi Ferramosca. Um terceiro filho, Giuseppe Ferramosca, não deixou descendentes.

 

Massimiliano nasceu no distrito de Sarmego, comune de Grumolo Delle Abadesse (Vicenza), no dia 5 de janeiro de 1867 e casou-se em Quinto Vicentino (Vicenza) em 1893, com Giuseppina Frigo. Sua primeira filha, Maria Ferramosca, nasceu no dia 6 de setembro de 1894, em Quinto Vicentino.

 

Alessandro nasceu no distrito de Marola, comune de Torri di Quartesolo (Vicenza), no dia 13 de setembro de 1869 e casou-se em Vicenza (capital) em 1894, com Giuseppina Luigia Ceron. No dia 6 de setembro de 1895, em Quinto Vicentino, Giuseppina deu a luz ao primeiro filho, que recebeu o mesmo nome do avô e bisavô, Giovanni Battista Ferramosca.

 

Giuseppe era o filho mais velho, porém solteiro. Pelas investigações, tudo leva a crer que era um mutilado de guerra.

 

Mapa da região de Vicenza e Padova na Itália

mapa

 

O topo da nossa árvore genealógica é mais ou menos assim (para mais detalhes acesse o menu “Árvore Genealógica”):

 

Giovanni Battista Ferramosca = Rosa Cappellari

1. Giovanni Battista Ferramosca = Catterina Menin

1.1. Giuseppe Ferramosca

1.2. Massimiliano Luigi Ferramosca = Giuseppina Frigo

1.3. Alessandro Angelo Ferramosca = Giuseppina Luigia Ceron

2. Antonio Ferramosca = Anna Maria Carta

2.1. Vittorio Ferramosca = Catterina Negrin

2.2. Luigi Ferramosca

2.3. Beniamino Giovanni Ferramosca

2.4. Carolina Rosa Ferramosca = Erminio Bertin

2.5. Agnese Luigia Ferramosca

3. Angela Ferramosca = Giovanni Ceron

 

Havia uma expectativa de que Luigia Ferramosca fosse outra filha de Giovanni Battista, porém as pesquisas revelaram que tudo não passou de uma grande coincidência e que ela pertence a outra família.

 

Durante as pesquisas descobrimos o registro de Luigia Fieramosca na Hospedaria de Imigrantes, com as seguintes anotações: enjeitada, 20 anos, solteira, desembarque em Santos no dia 03/02/1902, vapor Minas.

 

"Enjeitada” é uma expressão antiga e, de acordo com o dicionário, significa “aquela que foi abandonada ao nascer, exposta”. Já ouviram falar da “Roda dos expostos ou roda dos enjeitados”? Pois bem, ela foi abandonada em uma delas após o nascimento.

 

No registro consta ainda que seu destino foi Tambaú, coincidentemente (ou não) o mesmo município onde os irmãos Alessandro e Massimiliano estavam morando em 1902.

 

Na lista de bordo do vapor Minas, aparece outra observação importante sobre Luigia: Agregada à família 48 do vapor Rio Amazonas de 01/01/1902 em qual vapor não pode ser embarcada porque "emaritasi" (ilegível) pela estrada, chegou em Gênova quando o vapor já havia partido.

 

A grafia da época é complicada. "Emaritasi” pode significar “casou-se”, porém não confere com seu estado civil "solteira". Enfim, algo aconteceu no caminho que a fez perder o navio.

 

Ao pesquisar a lista de bordo do vapor Rio Amazonas, consta na linha 48 Bonifácio Falconieri e família, entre eles a Luigia, cujo nome foi riscado da lista porque não embarcou no navio.

 

Enfim, somente agora em janeiro de 2018, finalmente descobrimos o paradeiro da misteriosa Luigia. Ela se casou com Carmine Cocciadiferro, que inclusive estava a bordo do mesmo navio Minas. Ambos foram para Tambaú, fazenda de João Souza Meirelles.

 

Tempos depois, entusiasmados com as melhores condições de vida e trabalho que o Brasil vinha oferecendo aos imigrantes, a família decidiu se mudar para nosso país. Partiram de Quinto Vicentino em um trem até o Porto de Gênova, onde então atravessaram o Atlântico em um navio a vapor, numa viagem que durou 26 dias. Naquela época, com o declínio da mão-de-obra escrava, o Brasil já vinha incentivando e recebendo milhares de imigrantes europeus (italianos, portugueses, espanhóis, alemães e outros) para trabalhar na lavoura cafeeira.

 

O vapor "San Gottardo" partiu no dia 7 de dezembro de 1895 e desembarcou no Porto de Santos, São Paulo, no dia 3 de janeiro de 1896, trazendo nossos primeiros ancestrais:

- Catterina Menin, viúva, mãe de Giuseppe, Massimiliano e Alessandro

- Giuseppe Ferramosca, solteiro

- Massimiliano Ferramosca, sua esposa Giuseppina Frigo e sua filha Maria Ferramosca

- Alessandro Ferramosca, sua esposa Giuseppina Luigia Ceron e seu filho Giovanni Battista Ferramosca

 

Outra curiosidade sobre nossa história é que nossa família não foi exatamente a primeira a vir para o Brasil. Isso mesmo, eu também achava que eles eram os primeiros, mas estávamos errados. Após a descoberta dos nossos ancestrais mais antigos, descobri que um primo do Massimiliano e do Alessandro foi realmente quem veio primeiro para o Brasil.

 

Lembram-se do Antonio, irmão da Angela e do Giovanni Battista? Ele teve um filho chamado Vittorio Ferramosca, nascido em 1866, em Monticello Conte Otto (Vicenza). Vittorio, portanto era primo de 1º grau (primo irmão) de Massimiliano e Alessandro. Ele se casou na Itália com Catterina Negrin e vieram para o Brasil dois anos antes dos nossos patriarcas. O registro do seu desembarque está disponível no menu “Documentos e Certidões”.

 

Mas sua passagem pelo Brasil foi muito breve. Vittorio Ferramosca e Catterina Negrin desembarcaram no Rio de Janeiro, em janeiro de 1894, e foram para Minas Gerais, conforme está registrado na antiga Hospedaria de Imigrantes Horta Barbosa, em Juiz de Fora.

 

Em 1897 tiveram um filho aqui no Brasil, chamado Gino Ferramosca, nascido em Santa Bárbara-MG. Logo em seguida a família retornou para a Itália, onde nasceu em 1899, Gazzo, Padova, o segundo filho chamado Umberto Ferramosca.

 

Agora os descendentes do brasileiro Victorio Ferramosca (filho de Alessandro) já sabem em quem o nome Victorio foi inspirado ou homenageado: Vittorio, primo do Alessandro e Massimiliano.

 

Dando continuidade a história dos nossos protagonistas, no Brasil seus nomes e sobrenomes aparecem nos documentos com as mais diversas grafias, aportuguesados ou influenciados pelo sotaque como:

a) Alessandro = Alexandre

b) Massimiliano = Maximiliano, Maximiano

c) Giuseppina = Giuzepina, Josephina, Josefina, Joseffina, Jozefina

d) Giovanni Battista = Gio Batta, João Baptista, João

e) Ferramosca = Fieramosca, Fioramosca, Feramosca, Fiaramosca, Ferramosque, Ferramosche, Ferramosgue, Ferramoschi, Ferranosco, Fermusca, Feramusca e outros

f) Ceron = Cero, Cherão, Cerão, Cerone, Ceram, Ciarom, Charon, Cerogine, Ceroni, Ceronia, Cezim, Ceso, Serron, Serrão, Serra e outros

g) Frigo = Friggo, Frighi, Trigo

 

Apesar das diferentes grafias, todos os descendentes do Alessandro mantiveram o sobrenome Ferramosca, enquanto alguns descendentes do Massimiliano foram registrados com os sobrenomes Fieramosca e Fioramosca.

 

Durante 15 anos, as famílias seguiram unidas no interior de São Paulo, vivendo sempre na mesma região ou fazenda, segundo informações contidas nos registros de nascimento de seus filhos que nasceram no Brasil.

 

Apesar da lista de bordo do navio constar que o primeiro destino da família foi o município de Jaú, até o momento esta informação não foi confirmada. A partir do ano seguinte aparecem os primeiros registros de nascimento na "Fazenda Brejão". A fazenda pertencia ao município de Casa Branca, mas foram registrados em São José do Rio Pardo: Brida Catharina Ferramosca (1897), Catharina Ferramosca (1899) e José Ferramosca (1901), filhos do Massimiliano; e Rosa Ferramosca (1900), filha do Alessandro.

 

fazenda_brejao

 

O destino seguinte da família foi o município de Tambaú, onde nasceu Antonio Ferramosca em 1904, quinto filho do Massimiliano, quando este era residente na fazenda São José da Bella Vista, do Sr. Antonio Lapa.

 

Até a descoberta acidental deste registro, ninguém sabia de sua existência, pois todos acreditavam que José era o único filho homem de Massimiliano. Antonio faleceu 7 dias depois por morte natural, por isso ninguém o conheceu.

 

Em Tambaú, nesta mesma fazenda, também nasceram Rosa Ferramosca (1905) e Felicia Ferramosca (1907), filhas do Massimiliano; e Antonio Ferramosca (1906) e Victorio Ferramosca (1908), filhos do Alessandro.

 

Atualmente as duas Rosas (filhas de Alessandro e de Massimiliano), Catharina e José são conhecidos carinhosamente pelos sobrinhos como tia Rosina, tia Ninella e tio Bepe.

 

No final do ano de 1909, por motivo ainda desconhecido, Alessandro, Giuseppina (provavelmente gestante) e seus filhos Giovanni, Rosa, Antonio e Victorio foram para a Itália, onde residiram por 10 meses na comune de Dueville, província de Vicenza. No dia 5 de outubro de 1910, o navio "Rio Amazonas" desembarca no Porto de Santos, Brasil, trazendo novamente a família e a mais nova rebenta, Luigia Erminia Ferramosca, com apenas 4 meses de idade, nascida na Itália durante esta curta viagem.

 

Inexplicavelmente, na lista de bordo do navio e na matrícula da hospedaria dos imigrantes não aparece o nome Luigia Erminia (Luiza no Brasil) mas sim o nome Francesco.

 

Após o desembarque, o novo destino foi o município de Cravinhos, fazenda do Sr. Joaquim da Cunha Bueno, onde provavelmente Massimiliano e sua família já residiam.

 

Luiz Giacomini, filho da Maria Ferramosca, relata uma história de sua mãe em 1910. Ela felizmente perdeu um trem que ia para Cravinhos, pois ele colidiu com outro trem e morreram todos os passageiros no desastre.

 

A partir de 1910, tudo indica que os irmãos seguiram caminhos diferentes. Alessandro retornou à Tambaú, enquanto Massimiliano se mudou para o distrito de Villa Bonfim (atual Bonfim Paulista), município de Ribeirão Preto, levando consigo sua mãe Catterina Menin e seu irmão mais velho Giuseppe.

 

Toda essa região de São José do Rio Pardo, Tambaú, Cravinhos, Villa Bonfim (atual Bonfim Paulista), Ribeirão Preto, Brodowski e Jardinópolis, era conhecida por Mogiana, pois era cortada pela estrada de ferro que pertencia à Companhia Mogiana de Estradas de Ferro.

 

Trajetória da família de Alessandro Ferramosca

 

Alessandro ficou pouco tempo em Cravinhos e logo retornou à Tambaú, onde teve mais dois filhos: Guido Ferramosca (1912), nascido na fazenda de Antonio Lapa, mesmo lugar onde moravam antes da viagem para a Itália, e Itália Maria Ferramosca (1916), nascida na fazenda São José da Serra.

 

Em 1917 Giovanni Battista (João no Brasil), o primogênito de Alessandro, casou-se com a italiana Lucia Felice, ainda no município de Tambaú. Após o casamento, a família toda se mudou para a região de Bebedouro.

 

Entre 1918 e 1928 trabalharam em algumas fazendas lembradas pelos nomes de “Fazendinha” e “Fazenda Aparecida”. Esta região de Bebedouro era conhecida como “Andes” (nome de uma Estação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro), onde atualmente existe um povoado de mesmo nome.

 

As estações ferroviárias e as companhias de estradas de ferro eram comumente utilizados na época como referência dos locais onde viviam.

 

Por volta de 1929 a família se mudou para o município de Cajobi, passando a trabalhar na famosa "Fazenda Palmeiras" dos irmãos Rômulo e Luis de Giuli, localizada na região de Monte Verde, Marcondésia e Severínia.

 

Monte Verde era uma estação ferroviária que passava a 4 km de Cajobi; Marcondésia era distrito pertencente à Cajobi, posteriormente anexado em 1938 ao município de Monte Azul; e Severínia era um distrito pertencente à Olímpia, mas distante somente 4 km da Estação de Monte Verde.

 

Todos os demais filhos de Alessandro e Giuseppina casaram-se nessa região. Rosa casou-se com José Amaro Simplício dos Santos em Bebedouro (1921); Antonio casou-se com Assumpta Dezani em Cajobi (1931); Victorio casou-se com Pia Julia Lombardi em Cajobi (1931); Luiza casou-se com Mario de Giuli, em Cajobi (1930); Guido casou-se com Rosa Maria Menone em Severínia (1934); e Itália casou-se com Américo Menone em Severínia (1934).

 

No dia 13 de março de 1932, vivendo na fazenda Palmeiras, veio a falecer tristemente nosso ilustre imigrante italiano Alessandro Ferramosca, vitimado por um câncer no fígado.

 

Dois anos depois a família se mudou para o antigo povoado de Jacri, para tomar posse das terras recebidas e repartidas pelos fazendeiros, como forma de pagamento pela colheita após a crise do café de 1930. Partiram de Cajobi a viúva Giuseppina, seus filhos e netos, com exceção da filha Rosa, pois esta ficara na região e, aparentemente, nunca mais reencontrou sua mãe e irmãos.

 

Naquela época, Jacri era um pequeno povoado, transformado em distrito em 1937 e anexado ao município de Birigui. Em 1938 denomina-se distrito de Iacri e é anexado ao município de Tupã. A emancipação de Iacri efetivou-se somente em 1959.

 

Giuseppina Luigia Ceron, viúva de Alessandro, veio a falecer no ano de 1948, em Iacri. Todos os seus filhos também já faleceram - João (1959), Rosa (1968), Antonio (1983), Victorio (1985), Luiza (1991), Guido (1965) e Itália (1993) -, inclusive seus esposos e esposas.

 

Atualmente a maioria dos descendentes de Alessandro Ferramosca vive no Estado de São Paulo. Os descendentes de Giovanni Battista (João) vivem em São Paulo (Tupã, Iacri, Jundiaí, Francisco Morato, Santos e capital), Mato Grosso (Cuiabá) e Acre (Rio Branco); de Rosa vivem em São Paulo (Olímpia, Bebedouro e capital); de Antonio vivem em São Paulo (Tupã, Santa Bárbara D'Oeste e capital); de Victorio em São Paulo (São Bernardo do Campo, Suzano e capital); de Luiza em São Paulo (Iacri); de Guido em São Paulo (Bastos, Flórida Paulista, Monte Aprazível e Presidente Prudente) e Mato Grosso (Tangará da Serra); e de Itália em São Paulo (Tupã e capital).

 

Trajetória da família de Massimiliano Ferramosca

 

No distrito de Villa Bonfim (atual distrito de Bonfim Paulista, município de Ribeirão Preto) encontramos o registro de casamento de Maria (a primogênita de Massimiliano) com Angelo Giacomini no ano de 1912 e da segunda filha, Brida Catharina, casada em 1916 com Fioravante Cipollone.

 

Em 1917 Massimiliano mudou-se para Brodosqui (atual Brodowski), passando a residir na “Fazenda Sapé”. Esta fazenda também fica próxima do distrito de Sarandy (atual distrito de Jurucê, município de Jardinópolis). Nesta época sua filha Maria morava numa outra fazenda vizinha chamada “Santa Maria”.

 

Neste mesmo ano de 1917, em Brodowski, veio a falecer Giuseppe Ferramosca, o fiho mais velho com apenas 60 anos de idade. No ano seguinte faleceu nossa matriarca Catterina Menin com incríveis 87 anos de idade.

 

Todos os demais filhos de Massimiliano e Giuseppina casaram-se no distrito de Sarandy. Catharina casou-se com o italiano Giuseppe Culetto (1920); Rosa casou-se com Dante Begui (1924); e José casou-se com Alzira Bozza (1925).

 

Apesar da distância, as famílias de Alessandro e Massimiliano ainda mantiveram contato, pois meu nonno se recorda que, quando morava em Iacri, seu pai João Ferramosca visitou parentes em Ribeirão Preto.

 

Anos depois Massimiliano e seus filhos, já casados, mudaram-se para a região de Assis, exceto Brida, que ficara na região de Ribeirão Preto. Brida Catharina e sua família mudaram várias vezes e, aparentemente, nunca mais reencontrou seus pais e irmãos. Ela morou no distrito da Barra (em Brodowski), município de Uchôa, distrito de Duplo Céu (atual Palestina), distrito de Veadinho do Porto (atual Riolândia) e, por último, São Paulo.

 

Rosa foi a primeira a deixar a região da Mogiana e se mudar para a Sorocabana, região conhecida por este nome porque era cortada pela Estrada de Ferro Sorocabana. Ela se mudou em 1925 para um lugar chamado “Água da Aldeia”, próximo a Vila Lex. Em 1927 a Vila Lex transformou-se no distrito de Tarumã, pertencente na época ao município de Assis.

 

Três anos depois, em 1928, José mudou-se também para a “Água da Aldeia”, trazendo consigo seus pais Massimiliano e Giuseppina, já idosos, onde passaram a morar e trabalhar na “Fazenda Novo Destino”, do Sr. José Júlio.

 

Um ano depois, em 1929, vieram Maria e Catharina para esta mesma região. Catharina passou a morar também na “Fazenda Novo Destino”, enquanto Maria, de passagem por ali, ficou uns 2 dias na fazenda e logo se mudou com sua família para a “Fazenda Graciema”, na “Água da Pinguela”, município de Candido Mota.

 

Constantina Giacomini (a Santina), filha da Maria Ferramosca, recorda-se que quando era criança sua mãe ia trabalhar e deixava ela e seus irmãos na casa dos avós Massimiliano e Giuseppina. Eles eram muito bonzinhos.

 

No ano de 1935 veio a falecer tristemente Massimiliano Ferramosca. De acordo com reatos, ele também tinha a fama de beber muito. Um dia foi à Vila Lex (Tarumã), mas ao retornar para a Fazenda Novo Destino, caiu embriagado ao atravessar uma pinguela. Passou quase a noite toda caído no rio, com os pés dentro d’água. Seu filho José chamou o médico porque ele ficou muito doente, mas infelizmente dias depois não resistiu e faleceu.

 

Um ano antes, em 1934, José havia comprado terras no Estado do Paraná, no recém-fundado município de Londrina. Por volta de 1938 José então se mudou com sua mãe Giuseppina, esposa, filhos, sogra e cunhados para a cidade de Londrina.

 

Maria se mudou também para o Paraná em 1936, morando primeiro em um sitio no distrito de Nova Dantzig (atual Cambé), no município de Londrina. Anos depois também morou com seus filhos nos municípios de Apucarana e Nova Esperança.

 

Catharina permaneceu na “Água da Aldeia”, região de Tarumã, e depois se mudou para a cidade de Assis. Rosa morou na “Água do Fogo”, “Água do Macuco”, “Barranco Vermelho”, todos no município de Candido Mota. Em 1954 Rosa mudou-se também para o Estado do Paraná, morando na “Fazenda Turiba”, no antigo “Patrimônio dos Cinco” (atual Distrito do Panema, município de Santa Mariana) onde tocaram por 6 anos empreita de café. Em 1957 compraram terras no distrito de Ubiratã (município de Campo Mourão), para onde se mudaram em 1960.

 

Apesar da distância, alguns filhos de Alessandro e Massimiliano ainda mantiveram contato. João Ferramosca chegou a receber em Iacri-SP a visita de sua prima Maria Ferramosca, vinda do Paraná.

 

Giuseppina Frigo, esposa do finado Massimiliano, veio a falecer em Londrina no ano de 1946, com 78 anos, quando vivia com seu filho José. Todos os filhos de Massimiliano Ferramosca e Giuseppina Frigo, inclusive seus cônjuges, são falecidos - Maria (1965), Brida (1981), Catharina (1987), José (1993), Antonio (1904), Rosa (1999) e Felicia (1994).

 

Atualmente, os descendentes de José residem no Paraná (Londrina e Curitiba) e também nos Estados Unidos e Portugal; Maria possui descendentes em São Paulo (capital), Paraná (Curitiba, Londrina, Maringá, Apucarana, Cambé, Nova Esperança, Atalaia, Altônia, Cianorte, Douradina e Foz do Iguaçu), Mato Grosso (Rondonópolis), Rondônia, Estados Unidos e Itália; Brida tem descendentes em São Paulo (capital, Fernandópolis, Mairiporã e Atibaia) e também na Itália; Rosa tem descendentes no Paraná (Ubiratã, Cascavel, Cornélio Procópio, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Curitiba) e São Paulo (Barretos); os descendentes de Catharina vivem em São Paulo (Assis, Ourinhos, Candido Mota e capital); e Felicia não deixou descendentes.