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Outras famílias no Brasil

Não estamos sozinhos! No Brasil existem outras famílias também descendentes de Ferramosca e Fieramosca que vieram da Itália. Suas árvores genealógicas estão no menu “Árvore Genealógica”. Vamos conhecer um pouquinho da história dos nossos primos?

Descendentes de Ettore Fieramosca e Giovanna La Gambina

Descendentes de Eugenio Fieramosca

Descendentes de Luigia Ferramosca e Carmine Cocciadiferro

Descendentes de Ettore Fieramosca e Rosa Maria Teora

Descendentes de Maria Ferramosca e Valentino Modena

Descendentes de Carmelo Fieramosca

 

DESCENDENTES DE ETTORE FIERAMOSCA E GIOVANNA LA GAMBINA

Ettore Fieramosca nasceu em 1902 no comune de Siculiana, província de Agrigento, região da Sicília, Itália. Em seu registro de nascimento consta que ele foi abandonado ao nascer, fato muito comum naquela época. As autoridades atribuíram-lhe então o nome Ettore Fieramosca, provavelmente devido ao famoso herói da Itália.

Veja este artigo interessante sobre a “ruota dei proietti” e o registro de crianças abandonadas na Itália: https://diariodacidadaniaitaliana.com/2020/09/16/registros-antigos-de-criancas-abandonadas/.

Ainda na Itália, Ettore casou-se com Giovanna La Gambina e tiveram pelo menos quatro filhos. Dois deles, os irmãos Francesco Fieramosca e Giovanni Fieramosca, vieram para o Brasil e se casaram. Seus descendentes vivem em São Luiz do Maranhão e no Rio de Janeiro.

cartão Francesco Fieramosca 1     cartão Giovani Fieramosca 1

giovanna   francesco_adelaide_giovanna   silvana

 

DESCENDENTES DE EUGENIO FIERAMOSCA

Ainda no Rio de Janeiro encontramos os descendentes de Eugenio Fieramosca, natural da Calábria. Eugenio Fieramosca faleceu em 2003, mas deixou esposa, filhas e netos. Curiosamente seus descendentes adotaram o sobrenome Fioramosca aqui no Brasil.

angela_filhos

 

DESCENDENTES DE LUIGIA FERRAMOSCA E CARMINE COCCIADIFERRO

Luigia Fieramosca nasceu em 1881, Catignano, Pescara, Itália. De acordo com seu registro de nascimento, ela também foi enjeitada (abandonada) e adotada. As autoridades atribuíram-lhe o nome “Luigia” e o sobrenome “Fieramosca”, provavelmente devido à figura de Ettore Fieramosca, famoso herói da Itália.

Luigia tem uma história bastante curiosa. Seu registro de entrada no Brasil é um pouco confuso. Consta que ela era agregada a uma família de outro navio, porém perdeu o embarque porque se casou pelo caminho. Esse mistério só foi desvendado graças ao caderninho de anotações da sua neta Cristina, que registrou a história da sua avó, e a sua bisneta Rita, que me passou as informações.

Luigia Fieramosca e Carmine Cocciadiferro se apaixonaram muito jovens, mas suas famílias eram contra o casamento. Então eles fugiram e se casaram no navio, a caminho do Brasil. Luigia aparece numa lista de bordo agregada à Família Falconieri, sua família adotiva, porém não embarcou com eles. Dias depois embarcou em outro navio com Carmine Cocciadiferro em 1902.

Coincidentemente consta no registro da hospedaria de imigrantes que ela se destinou para Tambaú-SP, fato este que me fez acreditar que ela tinha parentesco conosco, pois justamente em 1902 a Família Ferramosca residia nesta mesma cidade.

Luigia e Carmine tiveram 10 filhos aqui no Brasil e deixaram muitos descendentes.

 

DESCENDENTES DE ETTORE FIERAMOSCA E ROSA MARIA TEORA

Ettore Fieramosca nasceu em 1847, Maschito, província de Potenza, Itália. Segundo seu registro de nascimento, trata-se de mais um caso de infeliz abandono ao nascer (enjeitado), portanto seus pais são ignorados, sendo registrado como Ettore Fieramosca, em alusão ao famoso herói italiano.

Ettore casou-se em 1861 com Rosa Maria Teora, no comune de Venosa, província de Potenza, Itália. Eles tiveram 9 filhos, mas apenas três mulheres viveram, cresceram e se casaram: Rosa Maria Felicia Fieramosca (a Felicia), nascida em 1874; Anna Fieramosca, nascida em 1889; e Luigia Fieramosca, nascida em 1892.

Ainda em Venosa, no ano de 1889, Felicia casou-se com Emmanuele Pescuma e tiveram três filhos vivos: Angelica Maria Pescuma (1891), Rocco Pescuma (1895) e Elena Pescuma (1901). Outras duas filhas, batizadas pelo mesmo nome de Antonia Pescuma (1898 e 1900), morreram ainda bebês.

Ettore Fieramosca veio a falecer em 1897, deixando esposa e três filhas vivas. Alguns anos depois a família imigrou para o Brasil, a bordo do vapor Washington, desembarcando no Porto de Santos no dia 17/10/1901. A família era assim constituída: Rosa Maria Teora (viúva), Luigia Fieramosca (solteira), Felicia Fieramosca (casada), Emmanuele Pescuma (esposo da Felicia), Angelica, Rocco e Elena Pescuma (filhos da Felicia).

Anna Fieramosca, na época com apenas 12 anos, não veio para o Brasil. Ela ficou na Itália e se casou em Venosa no ano de 1905 com Rocco Tamburriello, onde tiveram pelo menos 9 filhos que, infelizmente, morreram ainda crianças. Anna Fieramosca, no ano de 1927, também veio a falecer precocemente aos 37 anos de idade.

Já em terras brasileiras, a família Fieramosca foi para a fazenda de Rocco Pescuma, na cidade de Ribeirão Bonito-SP. Rocco era pai do Emmanuele, que veio antes para o Brasil em 1895. Nesta cidade, por volta dos anos de 1906-1907, temos conhecimento do nascimento de Antonietta Pescuma, mais uma filha da Felicia Fieramosca e do Emmanuele Pescuma, traduzido aqui no Brasil para o nome de Manoel Pescuma.

Por fim, também aqui no Brasil, a caçula Luigia Fieramosca casou-se em São Carlos-SP, no ano de 1911, com o italiano Eduardo Lotumolo, coincidentemente (ou não) nascido em Venosa e vindo para o Brasil em 1901. Eles tiveram 11 filhos e muitos descendentes.

 

DESCENDENTES DE MARIA FERRAMOSCA E VALENTINO MODENA

Maria Ferramosca foi provavelmente a primeira Ferramosca que veio para o Brasil. Isso aconteceu no ano de 1888, quando um grande fluxo de imigrantes italianos veio para nosso país. Ela era de Carmignano di Brenta, província de Padova, Itália, onde se casou com Valentino Modena e teve pelo menos 6 filhos: Angelo, Antonio, Teresa, Luigi, Luigia e Orsola Modena.

No ano de 1876, ainda na Itália, seu esposo Valentino Modena e suas filhas Luigia e Orsola faleceram em Carmignano. Alguns anos depois Maria e seus 4 filhos mudaram-se para a cidade de Piovene Rocchette, província de Vicenza.

Em Piovene, ano de 1886, seu filho Angelo Modena casou-se com Eufemia Rossi, tiveram um filho e o batizaram com o nome do avô Valentino Modena. No ano seguinte, em 1887, sua filha Teresa Modena casou-se com Antonio Fantinato.

Nesta época a composição da família era a seguinte:

- Maria Ferramosca (viúva de Valentino Modena)

- Angelo Modena (filho), casado com Eufemia Rossi, e o filho Valentino

- Antonio Modena (filho, solteiro)

- Teresa Modena (filha), casada com Antonio Fantinato

- Luigi Modena (filho, solteiro)

Em 1888 a família planejou sua vinda para o Brasil em duas etapas. O primeiro grupo desembarcou no Brasil em 21/02/1888: Angelo Modena, Eufemia Rossi, Antonio Modena e Antonio Fantinato. O segundo grupo desembarcou dia 23/11/1888 (9 meses depois): Maria Ferramosca, Teresa Modena, Luigi Modena e Valentino Modena.

No Brasil a família viveu os primeiros anos em São Paulo, capital. Poucos anos depois mudaram-se para a região de Mogi-Guaçu, Mogi Mirim e Araras, onde encontramos a maioria dos registros dos seus descendentes.

No Brasil, Angelo Modena e Eufemia Rossi tiveram mais 5 filhos: João, Francisco, Angelo, Isabel e Antonio Modena. O primeiro filho, Valentino, era nascido na Itália.

Teresa Modena e Antonio Fantinato, casados na Itália, tiveram 10 filhos, todos nascidos no Brasil: Ida, Amelia, Natalia, Basilio, Veronica, Maria, Olga, Emilia, Isabel e João Fantinato. Vejam só esta foto e uma matéria de jornal espetacular que achei no grupo do facebook “Mogi Guaçu: Imagens e textos de qualquer época”.

Teresa Modena e Antonio Fantinato (Foto de 25/4/1935)
Fonte: Facebook (Mogi Guaçu: Imagens e textos de qualquer época)
https://web.facebook.com/groups/389660894414713/)

 

Bodas de Ouro de Antonio Fantinato e Teresa Modena (Jornal de 16/10/1937)
Fonte: Facebook (Mogi Guaçu: Imagens e textos de qualquer época)
https://web.facebook.com/groups/389660894414713/)

 

Luigi Modena casou-se no Brasil com Rosa Frezzatto e tiveram pelo menos 12 filhos: Maria, Valentim, Luisa, Angelo, Amelia (falecida criança), José, Abilio, Armando, Ida, Izabel e Natalia Modena.

Quanto ao Antonio Modena, ainda não consegui localizar seus descendentes, então é possível que tenha falecido jovem ou não teve filhos.

No ano de 1916, em Mogi Guaçu, veio a falecer Maria Ferramosca, a matriarca da Família Modena no Brasil, deixando para seus descendentes esta belíssima história, que só consegui desvendar em março de 2022. Graças aos maravilhosos portais da internet (Antenati, Family Search, Museu da Imigração, Arquivo de Estado de Vicenza e Padova) que disponibilizaram novos documentos da Itália, foi possível construir a história e a trajetória desta família no Brasil. As pesquisas continuam e em breve saberemos quem eram os pais da Maria Ferramosca na Itália. Aguardem !!!

 

DESCENDENTES DE CARMELO FIERAMOSCA

Carmelo Fieramosca nasceu em 1849, Eboli, província de Salerno, Itália. Segundo seu registro de nascimento, trata-se de mais um caso de abandono ao nascer, portanto seus pais são ignorados. No ano de 1876, Carmelo casou-se em Padula, província de Salerno, com Maria Trezza Brigante, onde teve dois filhos: Francesco Antonio Vito Fieramosca, nascido em 1877, e Maria Carmela Fieramosca, nascida em 1879.

A vinda desta família para o Brasil aconteceu em duas etapas. Carmelo partiu da Itália, antes mesmo da sua filha Maria Carmela nascer, e desembarcou sozinho no Rio de Janeiro em junho de 1879. Um ano depois, em 1880, sua esposa e seus filhos vieram para o Brasil.

No município de Barra do Piraí, Rio de Janeiro, encontramos os registros de nascimento de mais duas filhas de Carmelo: Agueda Clara Fieramosca em 1891, e Regina Fieramosca em 1892. Ambas, no entanto, constam como sendo filhas de Filomena Arpino, um segundo relacionamento de Carmelo, provavelmente devido ao falecimento da primeira esposa, após sua chegada no Brasil.

O relacionamento da Filomena com seus enteados deve ter sido muito próximo, tanto que no matrimônio da Maria Carmela Fieramosca (Carmélia Fieramosca no Brasil) em 1894, Barra do Piraí, ela declara como sendo sua mãe a própria Filomena Arpino e não a Maria Trezza Brigante, sua legítima mãe.

Anos depois, a família se muda para o município de Cruzeiro, São Paulo, onde a Regina Fieramosca se casa no ano de 1908. Nesta mesma cidade encontramos a maioria dos registros de nascimento e casamento dos seus descendentes, inclusive o óbito de Carmelo Fieramosca em 1930, e da Filomena Arpino em 1932.

Os registros de casamento e óbito da Agueda Clara Fieramosca e do Francesco Antonio Vito Fieramosca, filhos do Carmelo, até o momento não foram localizados.